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Obsessão nos Bailes de Carnaval

Livro Nas Fronteiras da Loucura, Cap. 6, Manoel Philomeno de Miranda – Divaldo Franco.
A cidade, regorgitante, era um pandemônio.
A multidão de desencarnados, que se misturava à mole humana em excitação dos sentidos físicos, dominava a paisagem sombria das avenidas, ruas e praças feericamente iluminadas, mas cujas luzes não venciam a psicosfera carregada de vibrações de baixo teor. Parecia que as milhares de lâmpadas coloridas apenas bruxuleavam na noite, como ocorre quando desabam fortes tempestades. [...]

Paisagem Espiritual de um Carnaval Carioca, Parte 2

Livro Nas Fronteiras da Loucura, Cap. 1, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda – Divaldo Franco.
Relato de Manoel Philomeno de Miranda, eminente espírita brasileiro já desencarnado.
Não obstante conhecêssemos as penosas vibrações de deconcerto psíquico em faixas de alto teor pestífero, as condensações que pairavam no ar, pela densidade pastosa, escura, causavam-nos mal-estar.
A aspiração do nevoeiro pelos homens, sem dúvida produzia compreensíveis transtornos emocionais, a prazo mais dilatado com efeitos orgânicos.
A população invisível ao olhar humano era acentuadamente maior no tresvariar das fortes sensações, de que se não havia libertado com a morte. [...]

Paisagem Espiritual de um Carnaval Carioca, Parte 1

Livro Nas Fronteiras da Loucura, Cap. 1, Manoel Philomeno de Miranda – Divaldo Franco.
As bátegas (pancadas de chuva) sucediam-se em abençoado, deconhecido socorro, espancando e espalhando as densas nuvens psíquicas de baixo teor vibratório que encobriam a cidade imensa e generosa.
Nos intervalos, o ruído atordoante dos instrumentos de percussão incitava ao culto bárbaro do prazer alucinante, misturando-se aos trovões galopantes enquanto os corpos pintados, semidespidos, estorcegavam em desespero e frenesi, acompanhando o cortejo das grandes Escolas de samba, no brilho ilusório dos refletores, que se apagariam pelo amanhecer.
Como acontecera nos anos anteriores, aquela segunda-feira de Carnaval convidava ao desaguar de todas as loucuras no delta das paixões da avenida em festa. [...]

Confissões de um sambista desencarnado

Livro Nas Fronteiras da Loucura, Cap. 6, Manoel Philomeno de Mirando – Divaldo Franco.
- Enquanto na Terra, sentindo muitas carências e conflitos, compreendi a alma, as dores, as aspirações do povo, colocando em música de samba e outras, os dramas e tragédias do bas-fond, as angústias dos desamados, no entanto, amorosos.
“Sem resistências morais, resvalei, não poucas vezes, carpindo, na soledade e na fuga pelos alcoólicos e drogas outras, o tormento que me não deixava. [...]

Obsessão na prática mediúnica, Parte 2

O Livro dos médiuns, Cap. 23, item 245 – Allan Kardec.
As causas da obsessão variam, de acordo com o caráter do Espírito. É, às vezes, uma vingança que este toma de um indivíduo de quem guarda queixas da sua vida presente ou do tempo de outra existência. Muitas vezes, também, não há mais do que o desejo de fazer o mal: o Espírito, como sofre, entende de fazer que os outros sofram; encontra uma espécie de gozo em os atormentar, em os vexar, e a impaciência que por isso a vítima demonstra mais o exacerba, porque esse é o objetivo que colima, ao passo que a paciência o leva a cansar-se. [...]

Obsessão na prática mediúnica, Parte 1

O Livro dos Médiuns, Cap. 23, itens 242-243 – Allan Kardec.
A obsessão é um dos maiores escolhos da mediunidade e também, um dos mais frequentes. Por isso mesmo, não serão demais todos os esforços que se empreguem para combatê-la, porquanto, além dos incovenientes pessoais que acarreta, é um obstáculo absoluto à bondade e à veracidade das comunicações. [...]

Da influência moral do médium, Parte 2

O Livro dos Médiuns, Cap. 20, item 226 – Allan Kardec.
6. Visto que as qualidades morais do médium afasta os Espíritos imperfeitos, como é que um médium dotado de boas qualidades transmite respostas falsas, ou grosseiras?
Conhece, porventura, todos os escaninhos da alma humana? Demais, pode a criatura ser leviana e frívola, sem que seja viciosa. Também isso se dá, porque, às vezes, ele necessita de uma lição, a fim de manter-se em guarda.

[...]

Da influência moral do médium, Parte 1

Livro do Médiuns, Cap. 20, item 226 – Allan Kardec.
1. O desenvolvimento da mediunidade guarda relação com o desenvolvimento moral dos médiuns?
Não; a faculdade propriamente dita se radica no organismo; independe do moral. O mesmo, porém, não se dá com o seu uso, que pode ser bom, ou mal, conforme as qualidades do médium.

2. Sempre se há dito que a mediunidade é um dom de Deus, uma graça, um favor. Por que, então, não constitui privilégio dos homens de bem e por que se vêem pessoas indignas que a possuem no mais alto grau e que dela usam mal? [...]