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Espíritos rebeldes à compreensão e ao entendimento, por não se quererem curvar às lições que o Mestre nos legou, imbuídos de um falso senso crítico, sofrem as consequências da atitude nefasta e se arrastam, nas marcas do tempo, em meio ao aniquilamento de suas virtudes, sem enxergarem que, por cima de suas cabeças, paira a Grande Luz que ilumina e aquece o Universo e aponta, para todos o caminho da libertação.
Entre todos os seres, empenhados todos no mesmo processo evolutivo, desde a mônada, o homem é o único que, possuindo inteligência e vivendo no reino da racionalidade, repele, por livre arbítrio, o ordenamento existente e procura, ele mesmo, destruir o que não pode construir.
Eis por que sofre, porque são pedregosos e rudes os seus caminhos, porque a lágrima lhe sulca as faces e porque vertem sangue as cicatrizes de sua alma; eis porque haverá, ainda, de sentir, dentro de si, a angústia das trevas, o frio da solidão, a fome do desnutrido, a intempérie do desabrigado, a dor do estropiado.
E, no entanto, sem reconhecer a Bondade Infinita do Pai, chora e se revolta como se Deus fosse o culpado de suas mazelas!
Aí está a escola do aprendizado.
Aí está o Evangelho, fonte de amor e de salvação.
Aí está o Cristo em suas manifestações de paz e de luz.
Aí está o Pai, infinitamente bom e justo, pronto para perdoar não sete vezes, mas setenta vezes, aguardando-nos a todos para que batamos à Sua Porta.
Resta ao homem, perdido na sua ignorância e na sua maldade, rever o seu comportamento moral e espiritual, empunhar a Cartilha da Boa Nova, renegar a “gazeta” e entrar na sala de aula para aprender as lições que, um dia, lhe abrirão as portas da libertação; terá, então, construído dentro de si, pela humildade, pelo amor, pela compreensão e pela caridade o Grande Templo do Senhor edificado em seu íntimo, o Reino do Céu pela realização do Cristo Interior.
Desperta Irmão, Cap. 17, Joanna de Ângelis – Heitor Luz Filho.






