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Sangram-te os pés na dolorosa experiência humana enquanto caminhas na estrada da evolução;
Distila lágrimas de amargura o teu coração combalido pela dor dos desenganos;
Sofres no silêncio do teu recolhimento os desesperos causados pela ausência da fé;
E tombas, como o Mestre, não sete vezes, mas milhares de vezes na extensa e pedregosa jornada de tuas existências seculares porque, sob o peso dos erros e das faltas, não percebes, além de teus passos, que os beirais dos precipícios e dos abismos te aguardam como fauces hiantes para a tua destruição.
E, se não percebes, em tua cegueira, as ciladas e as armadilhas, que se armam nas veredas de tua peregrinação, como podes ouvir a voz do Senhor que te chama para a Sua Mansão, como o pai que recebe, com lágrimas de amor, o filho pródigo que volta sem o prato de lentilhas?
Como podes ouvir a música celestial que vem das esferas, como clarinadas de luz, a anunciar a nova aurora do mundo, que se refaz para a chegada do Reino do Senhor?
Desperta, irmão, de tua milenar sonolência e foge das trevas que te envolvem para o mergulho na luz que vem do Pai!
Abre os teus olhos e o teu coração e inunda o teu espírito com as vibrações da madrugada que surge e embriaga-te com a força que vem do interior do novo sol, para que possas, enfim, vestir a túnica sutil e sentar, junto do Mestre, à direita do Pai, quando se realizarem as Bodas do Espírito na festa nupcial de tua libertação!
Desperta Irmão, Cap. 1, Joanna de Ângelis – Heitor Luz Filho






