“As forças que nos encarceram os corações nas grades de uns tantos problemas temporais, costumam ser violentas e rudes. Entretanto, Deus não se cansa de nos atrair aos seus braços misericordiosos. As circunstâncias mínimas de existência humana induzem a pensar nisso. Logo que abrimos os olhos neste mundo, encontramos pais carinhosos que nos encaminham para o bem; nossa infância, quase sempre, está cercada por sábias advertências dos preceptores, que nos orientam para a verdade. Uma idéia lógica, surge, fatalmente em nosso cérebro: tantos mensageiros de bondade viriam à nossa estrada, tão-só para informar-nos o coração, sem utilidades práticas para nossa própria edificação? Muita gente, nos mais variados credos, depõe nas mãos de seus ministros o que lhes cumpre fazer, mas isso é um erro grave. Deus nos chama pela maneira como Jesus procurou os discípulos. Para realizar a união divina é preciso marchar, na ‘terra de nós mesmos’, não obstante os maus dias e as noites tenebrosas! …
No templo de pregações públicas poderemos receber as inspirações externas, ao passo que no culto íntimo entramos em contato com o próprio eu, recebendo divinas mensagens na conciência. Os diversos ministros religiosos têm formas convencionais; nós, como sacerdotes da própria iluminação, temos as expressões espontâneas da vida.”
Livro Renúncia, Parte 2, Cap. 3, Emmanuel – Chico Xavier





