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A Pedagogia de Jesus, Parte 2

Livro Diretrizes para o Êxito, Joanna de Angelis – Divaldo Franco.
As multidões, ávidas de amor, de paz, de pão, de saúde, sempre buscavam o mestre na expectativa de terem as suas aflições resolvidas. No tumulto, ao qual se entregavam, as suas eram aspirações imediatistas, necessidades consideradas básicas, porque referentes aos problemas que as aflingiam naquele momento.
Portador de incomum sabedoria, Ele entendia que não se pode falar de paz a pessoas atormentadas pelo estômago vazio de pão, nem discorrer sobre felicidade enquanto elas estorcegavam em dores rudes… Desse modo, sempre atendia à solicitação mais inquietadora, abrindo o espaço emocional para ampliar a consciência e ensejar a realização do bem-estar.
Socorria a problemática e elucidava quanto ao impositivo de mudança de comportamento para melhor, de forma que depois não acontecesse nada mais grave.
Essa recomendação, que sempre coroava os atos de recuperação da saúde e do refazimento moral que toma conta das paisagens humanas, objetivava demonstrar que os sofrimentos são resultado da ignorância das Divinas Leis, da sua má interpretação ou da sua aplicação indevida e perversa, portanto, do uso prejudicial que delas é feito.
A única maneira, portanto, de recuperar-se o faltoso é por meio do refazimento da experiência, da retificação dos erros, da saudável conduta mental e moral que se permita.
Assim sendo, tornou-se o Pedagogo por excelência, não apenas ensinando a conhecer, a fazer, a conviver e a ser, mas, sobretudo, demonstrando que Ele o realizava.
Vivenciou tudo quanto ensinou, comportando-se como modelo imprescindível à lição ministrada.
Jamais desmentiu pelos atos o que lecionou por palavras. O Seu é o ministério do exemplo, da ternura, do amor e da compaixão.
Comovendo-se com as criancinhas que O buscavam, usou de severidade com os fariseus, os doutores e os legistas, sem, no entanto, os ferir ou malsinar. Era necessário usar de energia a fim de que se libertassem da hipocrisia que se lhes tornara habitual e constatassem ser Ele o Messias esperado, embora não-aceito.
O ser humano está destinado às estrelas, apesar de ainda fixar-se ao solo do planeta em que se encontra evoluindo, mergulhado mais em sombras do que banhado pela alvinitente luz da sabedoria.
Contempla os horizontes fulgentes fascina-se e não tem coragem de romper com os impedimentos que o detém na retaguarda dos entardeceres melancólicos.
Ouve e lê os ensinamentos de Jesus, no entanto, aferra-se ao imediatismo da organização material, optando pela ilusão da carne sem a coragem para desvencilhar-se dos seus elos retentores.
Lentamente, porém, a pedagogia de Jesus desperta-o para novo entendimento da Vida e dos objetivos existenciais, auxiliando-o a descobrir a felicidade que não se compadece com as sensações angustiantes do primarismo.
Como sábio mestre, Ele espera que os Seus aprendizes se resolvam por seguí-Lo, tomando da charrua e não mais olhando para trás, já que o campo íntimo a joeirar é muito grande e a sementeira faz-se desafiadora.
Conforme prometeu, enviou posteriormente os Seus mensageiros, a fim de que despertem as consciências e repitam Suas lições, porque toda aprendizagem exige exercício, repetência, de forma que se fixem por definitivo nos painéis da memória, transformando-se em conduta salutar.

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