A consciência, o “eu”, é o centro do ser, a própria essência da personalidade.
Ser pessoa é ter uma consciência, um “eu” que reflete, examina-se, recorda-se. Poder-se-á, porém, conhecer, analisar, e descrever o “eu”, os seus misteriosos recônditos, as suas forças latentes, os seus gérmens fecundos, as suas atividades silenciosas? As psicologias, as filosofias do passado debalde o tentaram. Os seus trabalhos não fizeram mais que do que tocar ao de leve a superfície do ser consciente. As camadas internas e profundas continuaram obscuras, inacessíveis, até ao dia em que as experiências do hipnotismo, do Espiritismo, da renovação da memória, aí projetaram, afinal, alguma luz.
Então se pôde ver que em nós se reflete , se repercute todo o Universo na sua dupla imensidade, de espaço e de tempo. Dizemos de “espaço”, porque a alma, nas suas manifestações livres e plenas, não conhece as distâncias. Dizemos “de tempo”, porque um passado inteiro dorme nela ao lado do futuro que aí jaz no estado de embrião.
Livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Parte 1, Cap. IV – León Denis.





