Livro Diretrizes para o Êxito, cap. 32, Joanna de Ângelis – Divaldo Franco.
Acautela-te a respeito de qualquer tipo de apego. Aprende a despojar-te de tudo quanto pese negativamente na tua economia espiritual.
Existem valores que têm o significado que lhes atribuis, não passando de carga demasiado pesada para ser conduzida.
Da mesma forma, sentimentos perturbadores e paixões dissolventes que te preenchem os espaços emocionais, aturdindo-te e impossibilitando-te o crescimento interior vigem, enquanto são sustentados pela mente em desalinho. Se forem considerados como peso injustificável, logo se diluem cedendo campo a idéias felizes e a aspirações libertadoras.
Nestes dias de exagerada cultura física, em que homens e mulheres entregam-se ao desenvolvimento das formas em disputas tormentosas nos campeonatos de beleza, conforme os vigentes padrões estabelecidos, muitos tormentos emocionais são acrescentados ao comportamento pessoal, desviando-lhes o pensamento e o interesse pela aquisição de signifcados existenciais profundos.
A forma exterior está sujeita às alterações do processo transformador imposto pelas células no transcurso do tempo.
Cirurgias corretoras e transplantes, ginástica modeladora e anabolizantes, dietas rigorosas e técnicas de rejuvenescimentos, embora postergando por breve tempo o fenômeno do desgaste orgânico e da aparência, não conseguem impedi-lo, às vezes criando situações mais aflitivas em razão da ansiedade e do estresse que produzem.
O corpo físico é máquina sublime que a Divindade empresta ao Espírito, que o organiza conforme as necessidades de evolução, a fim de desenvolver os preciosos recursos morais que lhe dormem no ímo. Beleza ou feiura, saúde ou enfermidade, inteligência ou idiotia são decorrências naturais das conquistas e prejuízos conseguidos nas experiências anteriores, ensejando reparação ou aprimoramento interior, a fim de que a vida estue em plenitude.
Sendo o planeta terrestre uma escola de bênçãos, tudo quanto oferece é transitório nas suas expressões materiais, de modo que se possam transformar em tesouros imperecíveis que acompanharão o seu possuidor para sempre.
A ânsia, porém, que domina as criaturas humanas, em favor da posse, do destaque político ou social, religioso ou artístico, científico ou cultural, estético ou afetivo, responde por verdadeiros desastres interiores, que se apresentam como depressões, agressividade, violência, lutas contínuas, homicídios e suicídios lamentáveis.
Fossem consideradas essas ambições de maneira tranquila, como sendo recursos utilizáveis, quando oportuno, direcionando-as para metas verdadeiras, valeria esforço envidado.
Nada obstante, em face da impermanência de que se constituem, envolvem o ser humano em uma sofreguidão que o alucina, empurrando-o de maneira devastadora, a querer mais, a permanecer inviolado, perene conquistador… Apesar disso, a sucessão inevitável dos acontecimentos apresenta sempre os que os substituirão, aqueles que alcançarão o pódio, deixando-os no esquecimento, na sombra…
Apego e Libertação, Parte 1
Este item foi postado em 02/08/2010 (Monday) 06:55 na(s) categoria(s) Primitivismo Humano. Você pode seguir os comentários deste post em RSS 2.0 feed.
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