Livro em Busca da Verdade, Cap. 6, Joanna de Ângelis – Divaldo Franco.
Há pais que se entregam à educação dos filhos depositando neles todas as suas aspirações e também insatisfações, esperando compensação quando os mesmos adquiram a idade adulta. Quando essa ocorre e os descendentes são convidados a seguir a própria existência, atormentam-se, acreditam-se abandonados, sofrem depressões, perdem o sentido existencial…
O significado da vida não é esse compromisso breve da existência.
Mas o mesmo fenômeno ocorre com o trabalho, com a carreira profissional, com as aspirações políticas e culturais, artísticas e religiosas… Alcançado o patamar programado, a ausência desse nível mais elevado conduz ao tédio, ao desinteresse, à perda de sentido da vida… Isto porque a educação infantil é feita de ilusões que escravizam e se transformam em metas primordiais, tornando-se uma proposta neurótica e destituída de significado. Descobrir o destino e trabalhá-lo, programar essa fatalidade honorável e saudável é o objetivo da vida, aquele que proporciona saúde integral, porque não é conquistado de um para outro momento, não se reduz a encantos transitórios, não é monótono, apresentando-se sempre novo e situado um passo à frente.
À medida que a religião enfraqueceu nas famílias, o desinteresse pelo ser espiritual igualmente padeceu atrofia emocional, deixando-se que cada um eleja, quando oportuno, o seu conceito de vida e de espiritualidade, como se fosse crível permitir-se que alguém primeiro se contamine de alguma enfermidade para depois expor-se aos perigos que a mesma proporciona.
A criança deve sentir o valor da família, compreender o significado desse grupo social reduzido, a fim de poder conviver com aquela outra, a social e ampla, com ideias religiosas liberais e enriquecedoras, a fim de amadurecer psicologicamente com segurança e respeito pela existência.
Uma visão infantil bem trabalhada pelos pais e educadores permanecerá conduzindo-lhe a vida para toda a existência. Os diferentes símbolos de cada fase etária serão decodificados e transformados com naturalidade sem choques nem perdas, substituidos por outros mais oportunos e significativos, que abrirão espaço para o encontro com a realidade existencial desvestida de fantasmas e de bichos-papões.
Os mitos pessoais, as fantasias, os complexos e os sonhos não realizados quando se expressam naturalmente, são superados pelas conquistas do discernimento e da razão, da contribuição da psique, unindo as duas fissões numa só significação.
As Conquistas Externas, Parte 3
Este item foi postado em 03/11/2010 (Wednesday) 06:06 na(s) categoria(s) Primitivismo Humano. Você pode seguir os comentários deste post em RSS 2.0 feed.
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