Livro ‘Em Busca da Verdade’, Cap. 10, Joanna de Ângelis – Divaldo Franco.
É natural que o sofrimento e a felicidade manifestem-se lado a lado em aparente oposição, que os equipamentos psicológicos da compreensão podem fundir num estado de harmonia, quando se compreenda que através do primeiro se pode alcançar a segunda, bastando, para tanto, a compreensão das suas origens e da sua permanência. Diluindo-se as marcas que procedem do inconsciente individual e coletivo, anula-se a desdita e despertando a criança maltratada, que se encontra latente, consegue se entender que é possível conciliar um com a outra, desde que transformando o primeiro em um caminho que conduz à plenitude.
Não havendo reproche, nem mágoa pelas ocorrência desagradáveis geradoras do sofrimento, não têm vigência os mórbidos resíduos psicológicos, antes surgem perspectivas favoráveis à superação do mesmo, porque outros fatores tomam-lhe o lugar, como sejam: a paz de consciência, o desejo para alcançar as metas programadas os ideais abraçados.
Quando a mente está voltada para os significativos labores de elevação moral, social, espiritual, artística ou de qualquer outro tipo, as expressões do sofrimento perdem a preponderância na emoção, e, naturalmente, deixam de influenciar o comportamento.
Dessa forma, a melhor maneira de superar o sofrimento e conquistar a felicidade é trabalhando-o, aceitando-o, ultrapassando-lhe os limites e as imposições. Em assim comportando-se, o sofrimento se transforma num dínamo gerador de energia que se desenvolve e produz recursos para a conquista da individualização.
Como equipamento psicológico, é justo ainda insistir-se no relacionamento criatura-Criador, pensamento-oração, mente-esperança, que facultam a sintonia com as forças cósmicas, de onde procedem todas as coisas materiais, e em forma de energia vitalícia e acalma todos quantos se utilizam desse comportamento.
Vivendo-se num mundo em que tudo é energia sob diferentes aspectos de aglutinação de moléculas, o pensamento também pode e deve engendrar mecanismo propiciatório ao surgimento de forças psíquicas que trabalham pelo bem-estar e superam as construções do sofrimento.
Tudo, portanto, encontra-se dentro da pauta do querer corretamente a fim de conseguir-se retamente.
Passando-se com equidade e justiça, agindo-se com bondade e compaixão, vivendo-se com esperança e alegria, a iluminação dá-se natural, ampliando a capacidade no Self para gerar o estado numinoso permanente.
Equipamentos Psicológicos para o Ser, Parte 3
Este item foi postado em 20/12/2010 (Monday) 06:43 na(s) categoria(s) Primitivismo Humano. Você pode seguir os comentários deste post em RSS 2.0 feed.
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