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Abrir Veredas, Parte 2

Livro Libertação pelo Amor, Cap. 10, Joanna de Ângelis – Divaldo Franco.
Não desanimes, nunca, nem te canses no ideal que abraças, como seja o de construir o mundo melhor do porvir, no qual acreditas e ao qual te vinculas desde hoje.
Pode parecer insignificante o teu logro, porém, trata-se de passo inicial que facultará novas experiências e grandiosas conquistas.
Quem veja a plântula débil, que terá de enfrentar fatores mesológicos adversos, não se dá conta que serão eles que a enrijecerão preparando-a para a grandiosidade da vida a que está destinada.
Da poeira cósmica nascem as galáxias, e o minúsculo embrião animal é responsável pela vida que esplenderá logo mais.
Todo início é desafiador e complexo. Torna-se necessário ser assim, a fim de alcançar o futuro grandioso.
O estatutário, fitando o bloco de pedra, vê as formas que se encontram ocultas no seu imo. O seu trabalho consiste em retirar tudo quanto cobre a figura deslumbrante até que esplenda no mundo exterior.
Quando alguém contempla uma obra concluída e fascina-se com a sua grandiosidade não pensa no esforço desenvolvido por aqueles que a realizaram, nem ocorre evocar-lhe o incrível esforço que constituiu o primeiro movimento.
Não te dentenhas, portanto. Segue, abrindo veredas enquanto avanças no rumo da desencarnação. Cada movimento da tua existência é muito útil para ti mesmo, pelo que te facultará construir, renovar, produzir.
Não é importante que sejam realizações grandiosas, por quanto muitos daqueles que aguardam realizá-las vêem o tempo seguir adiante e eles permanecem planejando, sem nada construir.
É imperioso que não interrompas o teu compromisso para com a vida, que não te preocupes com o que pensam de ti ou o que comentam a teu respeito, em tentativas inditosas de desviar-te do objetivo que buscas ou de impedir-te prosseguir na caminhada.
Jesus iniciou o Seu ministério sem realizações bombásticas nem ameaçadoras ao status quo. Atendeu, inicialmente, às necessidades mais preementes e constantes das pessoas, suas ansiedades, suas doenças, suas inquietações, seus sofrimentos…
Utilizou a palavra como instrumento de edificação eterna e aplicou-se ao ministério de renovar as idéias, inspirando sentimentos de amor, como insuperáveis para a conquista valiosa da paz.
Nunca submeteu-se aos impositivos da política dominante, nem das paixões em primazia.
Lentamente abriu picadas de bem-estar e de esperança no solo áspero dos Espíritos infelizes e rebeldes, propiciando-lhes a alegria de que se haviam divorciado, dominados pela revolta e indiferença aos dons da vida.
Enfrentou todos os tipos de impedimentos imagináveis, nunca, porém, cessando de dar prosseguimento ao ideal de iluminação das consciências humanas.
Experimentou abandono, traição, infâmia e crueldade, no entanto, legou-nos a experiência sublime do amor que vem sustentanto a Humanidade nos dois últimos milênios.

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