Livro Nas Fronteiras da Loucura, Cap. 17, Manoel Philomeno de Miranda – Divaldo Franco.
Conta-se, que abnegado servidor da mediunidade queixou-se ao Mentor dedicado, sobre as lutas que vinha travando, encontrando-se quase sem forças para prosseguir. As dificuldades sitiavam-no, em forma de familiares exigentes, amigos ingratos, conhecidos descaridosos para com ele, fragilidade na saúde, interferências espirituais negativas. Após relacionar os fortes impedimentos, rogou ao Benfeitor que o orientasse no procedimento a manter.
O amigo, por sua vez, expôs-lhe: “Um anjo ofereceu a um pupilo querido, que aprendia com ele a santificação, em treinamento para vir à Terra, um guarda-chuva; tempos depois doou-lhe galochas de borracha; mais tarde ofertou-lhe um chapéu e uma capa impermeáveis sem dar-lhe maiores explicações. Repentinamente começou a chover torrencialemente e o candidato à elevação gritou:
- Anjo bom, chove! Que faço?
- Use o material que lhe dei…”
Você tem recebido a luz do discernimento do Evangelho – prosseguiu o Guia -, a revelação do Espiritismo, o apoio do Mundo Espiritual, não como prêmio à inutilidade, senão como recurso de alto valor para os momentos difíceis que sempre chegam. Agora desaba a tempestade. Use esses tesouros ocultos que vem guardando e não tema. Enfrente as borrascas que maltratam, porém passam…





