Livro Plenitude, Cap. 5, Joanna de Ângelis – Divaldo Franco.
Todas as experiências humanas constituem formas de amadurecimento da criatura. Algumas decorrem dos deveres imediatos e são comuns a todos, constituindo a sua vivência um fenômeno natural, sem o qual se experimenta inevitável alienação com todas as consequências perniciosas.
O fato de participar do contexto social, mesmo que sem gestos incomuns ou de arrebatamento, equipa o indivíduo com recursos emocionais que lhe trabalham a existência, aformoseando-a com estímulos crescentes para o seu prosseguimento.
No que tange aos meios para facultarem a cessação do sofrimento, as ações meritórias, conforme já enfocadas, são preponderantes, destacando-se aquelas inabituais, que caracterizam os temperamentos nobres, os sentimentos abnegados.
Distinguir-se por meio dos gestos incomuns, desconhecidos, é forma de buscar a iluminação mediante o concurso da realização de tudo quanto internamente se conjuga para esse fim.
Quem acumula um tesouro tem em mente aplicá-lo em finalidades específicas. Se portador de sabedoria, pensa em multiplicá-lo ao tempo em que o investe, escolhendo os empreendimentos mais rentáveis, seja do ponto de vista econômico, assim como de retribuição emocional. Com essa atitude promove o progresso, gera oportunidades de serviço e dignifica as vidas que antes estavam sob a ameaça do desespero e da inutilidade.
Da mesma forma, os recursos espirituais e emocionais elevados devem ser canalizados para as atividades incomuns, superiores, as quais nem todos se atrevem a realizar.
As ações incomuns variam desde os contributos materiais valiosos, irrigados de amor e de ternura até os gestos extraordinários do silêncio ante as ofensas, do perdão às agressões e do esquecimento do mal.
Todo aquele que dilui as forças negativas que teimam por obstruir-lhe o avanço, utilizando-se do detergente do amor, evita contaminar-se, e se já visitado por eles, liberta-se fazendo com isso que cessem as causas e desapareçam os sofrimentos.
O campo mental indefeso faculta que as farpas do mal aí proliferem, infestando a área com resíduos pestíferos, responsáveis por males incontáveis.
A defesa, em relação aos fatores perniciosos, é somente possível quando a irradiação de energias saudáveis vitaliza a organização psíquica, que reflete as aspirações do Espírito, resguardando-a das agressões externas. Não gerando pensamentos destrutivos nem acumulando vibrações perturbadoras de ódio, medo, ciúme, rancor, mágoa, concupiscência, não se faz vítima dos conteúdos internos degenerativos.
Esse estado interior impulsiona aos atos incomuns superiores, passo próximo da iluminação. Somente iluminando-se, o homem supera todas as dores; erradicando-lhes as causas, resguarda-se de agressões destrutivas.
A iluminação resulta do esforço da busca íntima do ser profundo, opção de sabedoria que é em relação ao ego que prevalece no mapeamento das aspirações humanas mais imediatas, portadoras de distúrbios vitais e fragorosas derrotas na luta, que é a breve existência corporal.
O desenvolvimento da chama divina imanente em todos os seres merece todos os sacrifícios e empenhos a fim de que arda em todo o seu esplendor, vencendo as teimosas sombras, que são a herança demorada das experiências nas faixas primitivas do processo inicial da evolução.
A verdadeira iluminação promove o homem que, superando as contingências-limites da estância carnal, anula todas as causas de sofrimentos, fazendo-as cessar. Já não necessita da dor para alcançar metas, pois o amor lhe constitui a razão única do existir, em sintonia com o pensamento divino que o atrai cada vez com mais vigor para a meta final.
Caminhos para a Cessação do Sofrimento, Parte 10
Este item foi postado em 12/05/2011 (Thursday) 08:02 na(s) categoria(s) Conduta Espírita e Cristã. Você pode seguir os comentários deste post em RSS 2.0 feed.
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© Prece de Luz 2012.
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