Livro Nas Fronteiras da Loucura, Cap. 17, Manoel Philomeno de Miranda – Divaldo Franco.
Um amigo espiritual orienta Manoel Philomeno de Miranda quanto a abertura da Casa Espírita no período de carnaval…
- Está surgindo uma corrente em nossos arraiás doutrinários, que vem apresentando inovações, apoiando-se em teses com que defendem seus pontos de vista, cuja respeitabilidade não discutimos, mas com os quais não concordamos. Alguns afirmam a necessidade de cerrar-se as portas das Sociedades Espíritas, nos meses primeiros do ano sob alegação de férias coletivas, palavra que aqui (no plano espiritual) não tem qualquer sentido positivo ou útil, já que o trabalho para nós tem primazia, no próprio conceito do Mestre, quando afirma: “Meu Pai até hoje trabalha e eu também trabalho”. Certamente que o repouso é uma necessidade e se faz normal que muitos companheiros, por motivos óbvios, procurem o refazimento em férias e recreações… Sempre haverá, no entanto, aqueles que permanecem e podem prosseguir sustentando, pelo menos, algumas atividades na Casa Espírita, que deve permanecer oferecendo ajuda e esclarecimento, educando almas pela divulgação dos princípios e conceitos doutrinários com vivência da caridade.
“Um outro grupo advoga ser imprescindível fechar-se a Instituição Espírita nos dias de Carnaval e de festas populares outras, por causa das vibrações negativas, para evitar-se perturbações de pessoas alcoolizadas ou vândalos que se aproveitam dessas ocasiões para promoverem desordens.
“A Sociedade Espírita, que se sustenta na realização dos postulados que apregoa, tem estruturas que a defendem, de um como do outro lado da vida. Depois, cumpre aos dirigentes tomar providências, mediante maior vigilância em tais ocasiões, que impeçam a intromissão de desordeiros ou doentes sem condição de ali permanecer. Acautelar-se, em exagero, do mal, é duvidar da ação do bem; temer agir corretamente, constitui ceder o campo à insânia. Nestes dias nos quais são maiores e mais frequentes os infortúnios, os insucessos, os sofrimentos, é que se deve estar a posto no lar da caridade, a fim de poder-se ministrar socorro. Por fim, quanto às vibrações serem mais perniciosas em dias deste porte, não há dúvida. A providência a ser tomada deve constituir-se de reforço de valor e de energias salutares para enfrentar-se a situação.”
…
“O médico não teme o contágio do enfermo, porque sabe defender-se; o sábio não receia o ignorante, porque pode esclarecê-lo… Ora, o espírita, realmente consciente, que se não apóia em mecanismos desculpistas, enfrenta as vibrações de teor baixo, armado do escudo da caridade e protegido pela superior inspiração que haure na prece, partindo para o aserviço no lugar em que se faz necessário, onde dele precisam.”
O serviço não deve parar
Este item foi postado em 20/10/2011 (Thursday) 06:48 na(s) categoria(s) Lei do Trabalho. Você pode seguir os comentários deste post em RSS 2.0 feed.
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