Livro Nas Fronteiras da Loucura, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda – Divaldo Franco
Em cada caso de alienação obsessiva encontram-se razões propelentes que caracterizam, especificamente, o processo. Em razão disso, apesar de a gênese serem as faltas morais do enfermo e o agente, a Entidade desencarnada, os móveis predisponentes e preponderantes variam de acordo com cada pessoa.
A terapêutica, embora seja genericamente a mesma, seus resultados variam segundo os pacientes, suas fichas cármicas e os esforços que empreendem para destrinçarem a trama em que se envolvem.
No painel das obsessões, na medida em que se agrava o quadro da interferência, a vontade do hospedeiro perde o contato de comando pessoal, na razão direta em que o invasor assume a governança.
É mais grave quando se trata de Espírito mais lúcido, técnica e intelectualmente, que se assenhoreia dos centros cerebrais com a imposição de uma deliberação bem concentrada nos móveis que persegue, manipulando com habilidade os dispositivos mentais e físicos do alienado.
Assim, a subjugação pode ser física, psíquica e simultaneamente físiopsíquica.
A primeira, não implica na perda da lucidez intelectual, porquanto a ação dá-se diretamente sobre os centros motores, obrigando o indivíduo, não obstante se negue à obediência, a ceder à violência que o oprime. Nesse caso, podem irromper enfermidades orgânicas, por se criarem condições celulares próprias para a contaminação por vírus e bactérias, ou mesmo sob a vigorosa e contínua ação fluídica dilacerarem-se os tecidos fisiológicos ou perturbar-se o metabolismo geral, com singulares prejuízos físicos…
No segundo, o paciente vai dominado mentalmente, tombando em estado de passividade, não raro sob tortura emocional, chegando a perder por completo a lucidez, o que não afeta o Espírito encarnado propriamente dito, que experimenta a injunção penosa pela qual purga a irresponsabilidade e os delitos passados. Perde temporária ou definitivamente durante a sua atual reencarnação a área da consciência, não se podendo livremente expressar.
Um contínuo aturdimento o toma. A visão, a audição como os demais sentidos confundem a realidade objetiva ao império das vibrações e faixas que registra desordenadamente na esfera física e na espiritual.
O Espírito encarnado movimenta-se num labirinto que o atemoriza, algemado a um adversário que lhe é impenitente, maltratando-o, aterrando-o com ameaças cruéis, em parasitose firme na desconcertada casa mental.
Por fim, assenhoreia-se, simultaneamente, dos centros do comando motor e domina fisicamente a vítima, que lhe fica inerte, subjugada, cometendo atrocidades sem nome.
Nos processos obsessivos, não deixemos de repeti-lo, estão incursas na Lei as pessoas que constituem o grupo familiar e o social do paciente, aí situado por necessidade evolutiva e de resgate para todos.
Não se podem evadir à responsabilidade os que foram cúmplices ou co-autores dos delitos, quando os infratores mais comprometidos são alcançados pela irrefragável justiça. Reunidos ou religados pelo parentesco sanguíneo ou através de conjunturas da afetividade, da afinidade, formam os grupos onde são alcançados pelos recursos reeducativos, no tentame do progresso.
A cruz da obsessão é peso que tomba sempre sobre os ombros das consciências comprometidas.
Obsessão por Subjugação
Este item foi postado em 03/08/2011 (Wednesday) 07:06 na(s) categoria(s) Obsessão. Você pode seguir os comentários deste post em RSS 2.0 feed.
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