Livro Nas Fronteiras da Loucura, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda – Divaldo Franco.
Fixada a ideia infeliz, os porões do inconsciente desbordam as impressões angustiosas que dormem armazenadas, confundindo-se na consciência com as informações atuais, ao tempo em que se encontra em desordem pela influência da parasitose externa que se vai assenhorando do campo exposto, sem defesas.
Por natural processo seletivo, e tendo em conta as tendências, as preferências emocionais e intelectuais do paciente, a injunção produz melhor aceitação das recordações perniciosas, que servem de veículo e acesso ao pensamento do invasor.
A polivalência mental, em casos dessa natureza, tende ao monoideísmo, que produz os quadros da fascinação torturante e, por fim, da subjugação de difícil reversibilidade.
A obsessão simples é parasitose comum em quase todas as criaturas, em se considerando o natural intercurso psíquico vigente em todas as partes do Universo.
Tendo-se em vista a infinita variedade das posições vibratórias em que se demoram os homens, estes sofrem, quanto influem em tais faixas, sintonizando, por processo normal, com os outros comensais aí situados.
Se são portadores de inspirações nobilitantes, onde se fixem, haurem maior impulso para o crescimento.
Permanecendo na contrução do bem, dificilmente assimilam as induções perversas ou criminosas procedentes dos estagiários das regiões inferiores.
Não ficam, no entanto, indenes à agressão temporária ou permanente, de que se liberam em face dos objetivos morais que perseguem, graças aos quais vibram em mais elevada escala psíquica.
Se interessados, porém, nas colocações da vulgaridade e do prazer, da impiedade ou da preguiça, do vício ou da desordem recebem maior influxo de ondas mentais equivalentes, resvalando para os despenhadeiros da emoção aturdida, do desequilíbrio…
Tais pacientes, conduzem ao leito, antes do repouso físico, as apreensões angustiantes, as ambições desenfreadas, as paixões perturbadoras, demorando-se em reflexões que as vitalizam, vivendo-as pela mente, quando não encontram meios de fruí-las fisicamente… Ao se desdobrarem sob a ação do sono, encontram-se com os afins – encarnados ou não – com os quais se identificam, recebendo mais ampla carga de necessidades falsas, ou dando campo aos estados anelados que mais os turbam e afligem.
Quando despertam, trazem a mente atribulada, tarda, sob incômodo cansaço físico e psíquico, encontrando dificuldade para fixar os compromissos e as lições edificantes da vida.
Nessa posição – a ideia obsidiente fixada e a viciação estabelecida – dá-se o intercâmbio mental.
Já não se trata do pensamento que busca acolhida, senão da atividade que tenta intercâmbio, mantendo diálogo, discutindo, analisando as questões em pauta – sempre de natureza prejudicial e que, a uma pessoa sadia, causaria repulsa instintiva, mas que o paciente gosta de cultivar -, do que decorre a predominância do parasita espiritual, que mais se acerca psiquicamente da casa mental e da vontade do seu consorte.
Obsessão Simples: Intercâmbio Mental
Este item foi postado em 21/07/2011 (Thursday) 06:41 na(s) categoria(s) Obsessão. Você pode seguir os comentários deste post em RSS 2.0 feed.
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