Livro Nas Fronteiras da Loucura, Cap. 9, Manoel Philomeno de Miranda – Divaldo Franco.
“Indispensável valorizar-se o homem, arrancando dele os valores que lhe jazem latentes, manifestação de Deus que ele não tem sabido compreender, nem buscar, por estarem guardados no mundo íntimo, como desafio final para a sua salvação do caos.
“Muita falta faz a presença da vida sadia, conforme a moral do Cristo. Fala-se demasiadamente sobre o Evangelho, situando a vivência dos seus postulados em faixas quase inalcançáveis, ou mediante abordagens místicas, que dificultam a racionalização do comportamento dentro das suas diretrizes.
“Como terapia para o grave problema das drogas, inicialmente apresentamos a educação em liberdade com responsabilidade; a valorização do trabalho como método digno de afirmação da criatura; orientação moral segura, no lar e na escola, mediante exemplos dos educadores e pais; a necessidade de viver-se com comedimento, ensinando-se que ninguém se encontra em plenitude e demonstrando essa verdade através dos fatos de todos os dias, com que se evitarão sonhos e curiosidades, luxo e anseio de dissipações por parte de crianças jovens; orientação adequada às personalidades psicopatas desde cedo; ambientes sadios e leituras de conteúdo edificante, considerando-se que nem toda a Humanidade pode ser enquadrada na literatura sórdida da “contra cultura”, dos livros de apelação e escritos com fins mercenários, em razão das altas doses de extravagância e vulgaridade de que se fazem portadores. A estas terapias basilares adir o exercício da disciplina dos hábitos, melhor entrosamento entre pais e mestres, maior convivência destes com filhos e alunos, despertamento e cultivo de ideais entre os jovens…
“E conhecimento espiritual da vida, demonstrando a anterioridade da alma ao corpo e a sua sobrevivência após a destruição deste. Quanto mais for materialista a comunidade, mais se apresenta consumida, desequilibrada e seus membros consumidores de droga e sexo em desalinho, sofrendo mais altas cargas de violência, de agressividade, que conduzem aos elevados índices de homicídio, de suicídio e de corrupção.”
Neste ponto, interrompeu a narração, para logo concluir:
- O Espiritismo possui recursos psicoterápicos valiosos como profilaxia e tratamento no uso de drogas e de outras viciações. Estruturada a sua filosofia na realidade do Espírito, a educação tem primazia em todos os tentames e as técnicas do conhecimento das causas da vida oferecem resistência e dão força para uma conduta sadia. Além disso, as informações sobre os valiosos bens mediúnicos aplicáveis ao comportamento constituem terapêutica de fácil destinação e resultado positivo. Aqui nos referimos à oração, ao passe, à magnetização da água, à doutrinação do indivíduo, à desobsessão…
“Invariavelmente, defrontamos nas panorâmicas da toxicomania, da sexolatria, dos vícios em geral a sutil presença de obsessões, como causa remota ou como efeito do comportamento que o homem se permite, sintonizando com mentes irresponsáveis e enfermas desembaraçadas do corpo.
“Em todo e qualquer cometimento de socorro, a dependentes de vícios, recordemo-nos do respeito que nós devemos a esses enfermos, atendendo-os com carinho e dignificando-os, instando com eles pela recuperação, ao tempo em que lhes apliquemos os recursos espíritas e evangélicos, na certeza de resultados finais salutares.
“Que o Senhor no abençoe!”
Bezerra de Menezes: o uso das drogas, Parte 2
Este item foi postado em 22/09/2011 (Thursday) 06:16 na(s) categoria(s) Primitivismo Humano. Você pode seguir os comentários deste post em RSS 2.0 feed.
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