O Devotado Médium


Livro  Loucura e Obsessão, Cap. 22, Manoel Philomeno de Miranda – Divaldo Franco.
Mediunidade sem sacrifício e ministério do bem sem renúncia, são adornos da vaidade ou atividade desportiva na área da fé espírita. Como a maioria dos médiuns ainda prefere a bajulação dos distraídos e se permitem a competição pelos destaques entre os iludidos, vemos os companheiros dedicados padecendo sobrecargas pesadas que, inobstante, promove-os, espiritualmente, a cometimentos felizes o futuro.
A mediunidade, conforme sabemos, exige exercício disciplinado, sintonia com as Esferas Superiores, meditação constante, isto é, vida íntima ativa e bem direcionada, ao lado do conhecimento do seu mecanismo e estrutura, de modo a tornar-se faculdade superior da e para a vida.
Quem, portanto, se candidate ao seu ministério, disponha-se, adredemente, ao sacrifício e aos silêncios homéricos ante os acusadores gratuitos e adversários espontâneos que, além dos inimigos do Bem, são os invejosos, os competidores malogrados e os censuradores habituais…
O tempo que seria gasto na defesa deverá ser aplicado na perseverança do trabalho e na auto-iluminação, compreendendo e desculpando os seus opositores, sabendo que tal lhe acontece porque, além de ser devedor, necessita desses estímulos, sem os quais, talvez, parasse a meio do caminho.
Quantos indivíduos que, por motivos fúteis, deixam de cumprir com os deveres assumidos? No campo da mediunidade espírita, quantos trabalhadores que se omitem, que desertam ou que faltam ao dever sob pretextos irrelevantes? E não são poucos os adeptos que desanimam ante os resultados mediúnicos, que lhes parecem tardar, sem o esforço contínuo que lhes assinale o Espírito de serviço ou a dedicação que lhes caracterize a atividade.

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