Mediunismo


O Espírito Klaus esclarece o irmão José Lázaro a respeito das novas obras mediúnicas que têm chegado à Terra a respeito da Transição Planetária…

— Caro amigo, nesse processo de transição planetária, há uma intervenção “mais direta” – digo uma interversão positiva – de espíritos pertencentes a outros mundos em favor da Terra?

Utilizando-se da fraqueza que lhe é peculiar, respondeu-me:

— Esteja sempre atento em relação ao que envia via mediúnica para os encarnados. Comumente, estão sempre desejosos de novas revelações do plano espiritual e se esquecem do que é mais premente, a própria evolução.

Não é por outro motivo que as obras literárias mediúnicas – pelo menos as sérias – antes de “irem daqui para lá”, passam por análise de nossos superiores.

Diante do comentário de Klaus, emendei outra questão, antes mesmo que ele respondesse a primeira pergunta:

— Os nossos irmãos encarnados, com base no que o senhor afirma, podem crer que, do lado de cá da vida também, há uma preocupação com a pureza doutrinária?

— Caro amigo, os espíritas em particular, infelizmente, distorceram o real significado dessa expressão. Via de regra, em vez da expressão pureza doutrinária contribuir no que tange à organização do movimento espírita, acabou se tomando sinônimo de celeumas.

No que diz respeito especificamente ao movimento espírita, nossos irmãos espiritistas caíram na armadilha das inteligências do mal. Temos observado, com tristeza, uma espécie de cisão no movimento espírita. De um lado os que repelem com ênfase as chamadas novas metodologias, considerando tudo que é “supostamente” novo como algo antidoutrinário. De outro lado, os espíritas mais ousados, com novos métodos de trabalho e que acabam considerando os mais ortodoxos como sendo espíritas ultrapassados.

— Estão ambos equivocados, não é mesmo?

— É um paradoxo esse tipo de rivalidade no movimento espírita. Vivemos um momento singular da evolução do orbe terrestre, em que os espíritos superiores nos conclamam à união. E muitos espíritas permanecem “duelando” para tentarem provar que estão com a razão.

Entre os espíritas mais conservadores e os mais modernos – se é que posso me expressar assim – creio que estão com razão aqueles que:

– Analisando com honestidade as próprias mazelas, não se animam a rebater críticas que venham a receber;

– Fazem aparte que lhes cabe, compreendendo que cada um faz o que pode, dentro do grau de maturidade que tenha alcançado;

– Procuram amar incondicionalmente, fazendo uso da indulgência, da compreensão e do perdão;

– Estão sempre prontos a servir na seara do Cristo.

O resto é “briga de egos”, desejo de chamar atenção para si, prepotência, arrogância. Contendas que têm como sentimento básico o orgulho.

– O senhor afirmou que os espíritos superiores analisam cuidadosamente as obras literárias escritas por autores desencarnados, antes que os mesmo as enviem para a Terra. O senhor usou a expressão “pelo menos as obras sérias”. Isso significa que há muitos obras mediúnicas que não são sérias?

– Não podemos analisar a questão apenas sob a ótica religiosa. Tudo o que os escritores encarnados colocam no papel, originalmente, parte daqui para lá. Ou seja, a mente do escritor encarnado sintoniza com um espírito na mesma faixa vibratória e juntos dão origem a escritos nem sempre nobres. Livros que estimulam a descrença em Deus, livretos de piadas deprimentes, livros que apresentam propostas esdrúxulas. Sem falar ainda das letras degradantes de algumas músicas e marchas de carnaval. Notadamente, não são obras literárias serias.

— E em relação ao livro religioso, mais especificamente o livro espírita?

— Muitos espíritos reencarnam com a tarefa do livro, seja mediúnico ou não. Via de regra, estão vinculados a equipes de espíritos que elaboram uma programação, incluindo quantidade de livros que deverão ser escritos e qual a proposta dos livros.

Contudo, muitos médiuns de psicografia e escritores (que também são médiuns) no decorrer da encarnação, podem “fugir” à programação preestabelecida.

— E por que fariam isso?

— Invariavelmente, os motivos são:

DINHEIRO: Quando as cifras são colocadas acima do ideal, tudo está perdido. Muitos médiuns, depois de um tempo, notando que o livro pode lhes proporcionar certas facilidades financeiras, acabam priorizando “valores materiais” em detrimento da colaboração espiritual em benefício das massas. Vendem livros bem mais caros e acabam se comprometendo;

PRESSA: Nada na natureza acontece de uma hora para a outra. Tudo é fruto de esforço, trabalho e perseverança. Muitos médiuns, por pressa e consequentemente despreparo, começam antes do tempo previsto pela espiritualidade. Não desejam passar pelas fases de burilamento do espírito. Querem escrever e lançar livro a todo custo. Fatalmente, acabam por abortar a tarefa, uma vez que ainda não estavam preparados para a mesma. Escrever ou psicografar livros não é tão-somente colocar no papel as ideias e divulgá-las ao povo. É sobretudo estar “preparado” para o preço deste trabalho.

DESEJO DE APARECER: Aqui entra em cena a vaidade. Por causa dela, muitos médiuns querem escrever apenas sobre novidades, desejam ser interpretes de novas revelações. Querem escrever o que até o presente momento nenhum médium escreveu. Pura arrogância. Não que isso não aconteça. As verdades da vida espiritual aos poucos vão se desdobrando aos encarnados. Destarte, muitos médiuns em muitas obras mediúnicas trazem aos encarnados certas verdades ainda não citadas em nenhum livro. Não obstante, essa não deve ser a preocupação precípua do médium (fazer revelações). Mesmo porque muitas supostas revelações, nada mais são que verdades muito antigas, agora apresentadas com uma “roupagem” mais atual.

Por exemplo muitos livros na atualidade, falam da alteridade, da chamada inteligência mediúnica, dos universos paralelos, etc… Assuntos que não são exatamente “novos”, mas adaptados para facilitar a compreensão.

Em síntese, é isso.

Livro Então Virá o Fim…, cap. 2, Espíritos José Lázaro e Klaus – psicografia de Agnaldo Paviani.

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