Técnicas da Comunicação


Além dos problemas normais que apresentam para qualquer criatura, os espíritos ainda encontram a dificuldade de não possuírem os meios comuns de comunicação dos encarnados, isto é, a palavra ou a escrita própria. Para que possamos fazer chegar qualquer idéia, recado ou mensagem, temos de nos valer de um irmão encarnado que consiga e queira nos servir de intérprete. Após identificarmos o nosso “porta-voz”, torna-se imprescindível que empreguemos nossos conhecimentos e técnica para que o irmão encarnado entenda o que precisamos transmitir.

Vocês nem podem calcular os meios que temos de dispor para esse fim. Nem sempre o médium é criatura capacitada, isto é, não possui expressões próprias, não conhece bem o idioma ou não tem habilidade para escrever ou falar, é inibido. Então, precisamos dividir bem a tarefa de comunicação em vários itens a observar:

a)    selecionar o assunto que desejamos transmitir;

b)    escolher o médium que irá receber a mensagem;

c)    estudar profundamente o assunto a ser transmitido;

d)    conhecer várias técnicas de transmissão;

e)    ter conhecimento da psicologia do médium que nos vai servir;

f)    adquirir a certeza de que se está apto à transmissão.

Tudo é muito importante e não podemos desprezar esses itens se quisermos levar aos encarnados uma mensagem que expresse, real mente, o que desejamos externar.

Na seleção do assunto, devemos observar se o mesmo é de interesse do próximo, que pode ser o médium ou outras pessoas, sendo mais interessante se puder ser aproveitado por grande número delas.

Ao escolhermos o “transmissor”, é de sumo interesse para o espírito comunicante a “qualidade” do espírito receptor. Esse médium precisa ser, em primeiro lugar, amante da verdade e ter real desejo de auxiliar.

Dominando bem o assunto, organizamos uma súmula do mesmo, bastante compreensível, a fim de que a lição se estenda pelo maior número possível de pessoas.

Devemos aperfeiçoar nossas técnicas de transmissão e averiguar como se faz a sintonia. Vários espíritos tentam deixar sua mensagem, mas por falta de aperfeiçoamento técnico descontrolam-se e não conseguem chegar a bom termo.

Finalmente, é necessário que se conheça as reações e tendências do médium para sabermos expor as idéias sem que sofram distorções pelo espírito do receptor. Naturalmente, a explicação do assunto varia de conformidade com o entendimento de ambos os escritores: espírito e encarnado. Quando há afinidade e perfeita sintonia, grandes mensagens são enviadas aos encarnados com um mínimo de distorção. Procuramos antes verificar se as tendências que ele apresenta não são contraditórias às que estamos pretendendo difundir. Muitas vezes um médium prejudica uma comunicação, porque torce para sua própria definição um assunto que lhe foi ditado para servir de guia (orientação).

Os médiuns ditos inconscientes, quando também psicógrafos, são de grande valia, porque podem expressar a palavra ou a escrita direta do espírito. A mediunidade da escrita ou psicografia é a mais fácil de ser conseguida. Depois, é só aperfeiçoar a técnica.

Além de tudo o que disse, é o médium quem dá a última palavra. Caso ele não deseje ser intérprete nosso, nada nos resta fazer senão procurar outro.

Falando de mediunidade, devemos notar que nem todos os médiuns conseguem captar tudo o que “escutam” através da intuição. Por isso, precisamos ser concisos em nossas transmissões de idéias e não sermos prolixos ao escrevermos.

Usando a técnica de transmissão, podemos variar as maneiras de focalizar os assuntos:

a)    apresentando imagens e transmitindo o que a imagem sugere;

b)    transmitindo o pensamento, dando intuição do que se deseja;

c)    usando a projeção de quadros em seqüência, para que o médium descreva, com seus próprios recursos;

d)    retirando o espírito do médium durante o sono, contando-lhe o que desejamos transmitir. Quando em vigília, ativaremos suas lembranças e ele escreverá o tema que lhe foi contado.

As mediunidades diferem e os recursos do Espírito também. Por isso, para uma transmissão a contento, é necessário muito trabalho e empenho, tanto do psicó-grafo como do espírito transmissor.

Os itens que coloquei foram elaborados por mim. Achei mais fácil dividir desta forma. Faço isso também quando pretendo estudar qualquer assunto. Repartindo por etapas torna-se menos complicado.

Um abraço amoroso a todos os meus amigos e, especialmente, em meus pais e irmão.

Do amigo que procura levar a todos o seu conhecimento e deseja estar sempre no coração de todos.

Livro Novas Mensagens, cap. 10, Espírito Luiz Sérgio – Psicografia de Alayde de Assunção e Silva.

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